Segunda, 03 Maio 2021 18:02

NA LUTA DE TAXAR AS GRANDE FORTUNAS

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AUMENTO ASTRONÔMICO DOS BILIONÁRIOS DO SETOR DE SAÚDE DEVEM MOTIVAR VOTAÇÃO DO PROJETO DE TAXAÇÃO DAS GRANDES FORTUNAS, DEFENDE PLÍNIO VALÉRIO

De BRASÍLIA

O crescimento astronômico das fortunas dos bilionários brasileiros da área da saúde durante a pandemia, frente a precarização do orçamento público para atender as crescentes demandas sociais e sanitárias, segundo o senador Plínio Valério (PSDB-AM), é um motivo a mais para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), desengavete seu projeto de taxação temporária dos muito ricos.

]O parecer favorável elaborado pelo falecido senador Major Olímpio, prevê uma taxação temporária, por dois anos, para socorrer ações de saúde, emprego e o fundo de pobreza.

Segundo matéria publicada pela revista Forbes Money, em números, a média das fortunas dos 53 membros brasileiros da lista dos mais ricos do mundo saltou de US$ 2,28 bilhões para US$ 3,53 bilhões, uma valorização de 54,82% em menos de um ano.

Já o recorte do patrimônio líquido dos bilionários da área da saúde mostra que o valor médio saiu de US$ 1,64 bilhão em 2020 para US$ 3,85 em 2021, crescimento de 134,76% –80% a mais que a média geral.

D´OR

A Forbes Money cita como exemplo, a Rede de hospitais D’Or protagonizou o maior IPO de uma companhia nacional desde 2013, impulsionando a fortuna do cardiologista Jorge Moll Filho, de US$ 2 bilhões em abril de 2020 para US$ 13 bilhões.

Como resultado da abertura de capital robusta, Moll Filho pulou da 16ª posição do ranking de bilionários da Forbes para a terceira, fechando o top 3 com Jorge Paulo Lemann e Eduardo Saverin.

O texto do projeto de Plínio prevê três faixas de tributação. Quem tem patrimônio líquido entre R$ 22,8 milhões e R$ 38 milhões, paga 0,5% de imposto. As fortunas entre R$ 38 milhões e R$ 133,2 milhões, pagam 0,75%. Milionários com patrimônio acima desse valor são tributados em 1%. Valério ressalta o momento crítico, em que os recursos federais foram duramente impactados com a perda de arrecadação e queda da economia em função da pandemia.

FNS

Da arrecadação que pode chegar a 50% iria para o Fundo Nacional de Saúde (FNS), 25% para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para gerar emprego e renda, e 25% para o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Essa destinação poderia ser alterada com emendas, para reforçar o caixa do Fundo de Combate a Pobreza e ser uma das fontes para o Renda Cidadã. As expectativas de arrecadação nesses dois anos varia de R$80 a R$100 bilhões, segundo organismos fiscais e a ONG Oxfam.

_ Temos que acabar com essa visão equivocada de que taxar os super ricos, mesmo que por apenas dois anos, é um projeto comunista , socialista, ou que vai tirar o capital do País. Não estamos falando de aumentar tributos para a classe média, que já paga muito. O Imposto sobre Grandes Fortunas é temporário, para acudir uma situação de extrema emergência, e só começa a atingir quem tem patrimônio acima de R$ 28 milhões . O presidente Rodrigo Pacheco precisa tomar a corajosa decisão de botar o projeto para ser votado _ apela Plínio Valério.