Domingo, 28 Junho 2020 15:52

ARTHUR DEFENDE, NÃO SE PODE PERDER PETROLEIRA

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Prefeito pede diálogo entre empresa e governo para permanência da Petrobras no Amazonas

Sempre ativo em tudo que acontece além das fronteiras do município, como sempre agiu quando era parlamentar, o prefeito de Manaus, Arthur Neto afirma que é algo extremamente preocupante a possível decisão de saída da Petrobras do Estado.

“É muito grave para o Amazonas uma saída dessas em meio a uma economia enfraquecida pela qual estamos passando”, sendo ele um político reonomado, conhecido nacional e internacionalmente, diplomata de carreira, e ativo defensor do Amazonas e da Amazônia, o prefeito revela em sua análise do anúncio da petroleira, que nesta sexta, 27, revelou a intenção da venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de produção terrestre localizadas na bacia de Solimões, que abrangem os municípios de Tefé e Coari.

“A Petrobras é uma das maiores empresas do Brasil, ou até da América Latina, e não pode sair da região mais fundamental para o país. Acredito que tem de haver um diálogo entre a cúpula da petroleira com a cúpula do governo do Estado, para uma negociação viável para os dois lados”, disse Virgílio.

Usual das redes sociais, Arthur mandou o seu recado, destacando a importância da geração de empregos que a empresa proporciona na região do interior do Amazonas, e a consequente preservação do meio ambiente.

“Ela [Petrobras] ajuda a preservar a Floresta Amazônica em pé, está presente em uma área de mais de 350 quilômetros quadrados, por todas essas razões não podemos ver como inimigos e sim procurar manter como uma parceira permanente para eu nunca mais pense em sair do Amazonas, que tem uma grande perspectiva de futuro. Sair daqui não me parece uma ideia muito inteligente”, completou Arthur Neto.

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VETO NA CONTRAMÃO

Tornar o mercado de gás mais competitivo na região seria uma das alternativas para abrir um diálogo com a petroleira para continuar investindo em terras do Amazonas, mas o governo estadual vetou o Projeto de Lei nº 153/2020, que tinha como proposta regular o mercado de gás no Amazonas.

“A Petrobras era uma empresa paquidérmica e, no primeiro momento, tomou um susto com a quebra do monopólio do petróleo, eu votei a favor do fim, pois acho o monopólio um vício que deturba e torna preguiçoso. Depois disso, o desempenho da empresa melhorou. Acredito que uma abertura possa dar, ainda, mais gás à Zona Franca de Manaus, que perdeu este ano 46% do seu faturamento em relação ao ano passado em seus polos. É muito grave para o Amazonas a saída da Petrobras, perder os investimentos em Urucu em um momento de economia combalida, é o pior para o nosso Estado, uma situação que nos esvazia”, completa o prefeito, reforçando, mais uma vez, que o diálogo entre a empresa e o governo é o melhor para o povo do Amazonas. “Tem que buscar um  entendimento para que os dois possam lucrar, explorando de forma sustentável a região mais promissora do Brasil”, finalizou Virgílio.

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Com Semcom PMM

Foto – Mário Oliveira